Por hora, é apenas para ouvir e ver um vídeo muito carinhoso!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A CASINHA FOI ÀS COMPRAS – NOVIDADES
O livro História Breve da Lua do escritor António Gedeão, foi o livro escolhido, pela nossa escola, para o Concurso Nacional de Leitura. Deste modo, todos os alunos podem ler um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, e, ao mesmo tempo, conhecer, de forma divertida, uma peça de teatro que trata um tema científico que espanta todos as pessoas: por que tem a lua aquelas manchas? Na demanda da verdade, as personagens vivem uma aventura que vai tentar dar resposta a esta questão. E assim, podemos todos homenagear este autor, participando na comemoração do seu nascimento que se celebra em Novembro (no dia 24). A Semana da Ciência contará com a participação do 3º ciclo, na vertente da literatura, com a selecção desta obra. E ainda:

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
COMEMORAÇÃO DO DIA/MÊS INTERNACIONAL DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES


segunda-feira, 27 de outubro de 2008
CRIAÇÃO DO BLOGUE

O blogue a “A Casinha da Palavra” (ideia de logo criada pela Joana do 5.º C) nasceu da necessidade de partilharmos formas de informação e de divulgação do trabalho em torno da nossa biblioteca e da nossa escola. O nosse mote é o poema de Álvaro Magalhães “O Limpa-palavras”. Aqui vai ele:
O limpa-palavras
Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
A palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.
Quase todas as palavras
Precisam de ser limpas e acariciadas:
A palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
É preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
E do mau uso.
Muitas chegam doentes,
Outras simplesmente gastas, estafadas,
Dobradas pelo peso das coisas
Que trazem às costas.
A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não para de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar
e é preciso fechá-la na arrecadação.
No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.
A palavra obrigado agradece-me.
As outras, não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
A palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.
Vão à procura de quem as queira dizer,
De mais palavras, de novos sentidos.
Basta estenderes um braço para apanhares
a palavra barco ou a palavra amor.
Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.